Seguro de acidentes de trabalho: o que é e quanto custa

Seguro de acidentes de trabalho para trabalhadores independentes

Sabiam que é obrigatório termos seguro de acidentes de trabalho?

Isto é literalmente uma maneira de criares segurança como trabalhador independente.

Eu também não sabia, mas, quando somos trabalhadores independentes, temos de ter um seguro de acidentes de trabalho. É obrigatório. Não interessa se o teu trabalho é todo o dia sentado à secretária. Quer dizer, interessa porque provavelmente o prémio do teu seguro vai ser mais baixo se a probabilidade de teres acidentes for menor. O prémio do seguro é o que se chama ao valor que pagas pelo teu seguro.

Retomando. Em Portugal é obrigatório, por lei, que os trabalhadores tenham seguro, incluindo os trabalhadores independentes e empresários em nome individual. A multa caso não tenhas vai de 50 a 500 euros.

Eu sei, também foi uma surpresa para mim.

Por isso, vamos por partes.

Qual é este seguro?

Estamos a falar de um seguro de acidentes de trabalho para trabalhadores por conta própria. Todas as principais seguradoras têm este produto.

Quanto custa?

Eu encontrei um artigo online que comparava os preços do seguro de acidentes de trabalho para trabalhadores independentes nas principais seguradoras. Mas o artigo já era de 2017, por isso resolvi pedir algumas cotações para ver se os preços se mantinham.

Por isso vamos a exemplos. Pedi quatro cotações, com os seguintes dados: seguro para uma pessoa, que desenvolve atividade de designer gráfico. É obrigatório definires um valor de salário, que não podem ser menos do que o mínimo. Eu defini que era o mínimo, que acaba por ser quase a minha média este ano.

Allianz — 111,45€

Mapfre (onde tenho o meu seguro do carro) — 198,86€

Lusitania Seguros — 138,22€

Fidelidade — 163,54€.

O que cobre?

Há seguros com vários níveis, mas o mais básico vai ter cobertura contra acidentes de trabalho, ou seja, custos médicos, cirúrgicos, farmacêuticos e afins, e custos com indemnizações, pensões e subsídios. Basicamente são as despesas de saúde e a pensão para o tempo em que não podes trabalhar.

Claro que a questão aqui é mais, o que se qualifica como acidente de trabalho para nós, como designers? O mesmo se diz para qualquer outro trabalho que signifique passar a maior parte do tempo em frente ao computador, sentado. Estamos a falar de um seguro contra acidentes de trabalho, ou seja, não cobre doenças. Por exemplo, vocês ficarem mal dos olhos a olhar para o computador não é um acidente a menos que espetes um lápis no olho, que tem de ser sem querer.

Estes seguros, os mais básicos, são a ativados em situações de acidente a ir para o escritório ou no regresso a casa por exemplo, ou em caso de acidente no local de trabalho durante o tempo de trabalho.

Pelo que entendo disto é que, no meu caso, tinha de cair da cadeira mesmo. Ou bater com a cabeça no candeeiro. Ou deixar cair o computador no pé. Não sei. A maior vantagem é a cobertura em caso de acidente de carro quando vais a uma gráfica, ou quando vais a uma reunião, tudo o que seja, no fundo, contexto de trabalho.

O risco é baixo, mas é mesmo assim que funcionam os seguros. Pagamos e esperamos que não seja preciso estarmos a pagá-los.

Pessoalmente, optei pelo mais barato, porque, trabalhando em casa, sinceramente, o risco é baixíssimo. Porquê estar a pagar mais? Não digo que façam o mesmo que eu, mas ponderem o vosso caso.

Dicas de poupança em seguros da Cat Poupança

  1. Quando estiverem a decidir o vosso seguro, é muito importante que peçam várias cotações para o vosso caso, com base na vossa atividade e nos vossos rendimentos. Seguradoras diferentes vão ter valores diferentes e oferecer benefícios diferentes.
  2. Todos os anos, quando chegar a altura de pagar o vosso seguro, pode valer a pena pedirem novas cotações e avaliarem esses preços.
  3. Peçam cotações a seguradores onde têm outros seguros, muitas vezes isso consegue-vos preços mais baixos. Outras vezes não, mas vale sempre a pena pedir.

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